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Qual a técnica mais conveniente: BLI ou SPR ?

Atualizado: 3 de Dez de 2018




BLI (Bio Layer Interferometry) e SPR (Surface Plasmon Resonance) são duas técnicas bem estabelecidas, label-free e amplamente utilizadas na monitorização de interações moleculares em tempo real.

Estas podem ser ferramentas potentes e complementares em investigação básica, na descoberta e desenvolvimento de novas drogas, rastreio molecular, entre outras. Embora as duas técnicas usem luz para a caracterização de interações, a BLI tem significativamente um melhor desempenho e flexibilidade.


As vantagens de não utlizar microfluídica

O sistema utilizado por SPR baseia - se no principio de um fluxo que passa através do sensor, no qual uma das moléculas (a que irá ser testada) é fixa, utilizando um sistema de microfluídos complexo, bem como todos os problemas técnicos envolvidos.

O BLI veio resolver esses problemas, pois com o seu sistema de biossensor, basta inserir o mesmo na amostra e podemos realizar a nossa análise, recuperando tanto o sensor como a amostra para uso posterior.


Analisar amostras em BRUTO



Com o sistema que usa a técnica BLI, não há necessidade de processar as amostras, dilui-las ou purificá-las antes da sua análise. Uma vez que é um sistema não microfluídico, podemos trabalhar com a amostra por tratar sem a necessidade de a processar, evitando assim a introdução de artefactos que poderiam alterar o resultado da análise.


As medições de SPR baseiam se nos índices de refração entre a solução e a substância a analisar. Se não houver uma diferença adequada nos índices de refração, não é possível medir a massa, além disso o SPR é menos tolerante com amostras de elevados teores de glicerol e DMSO.

BLI mede apenas o que está ligado ("preso") ao biossensor, o que significa que é relativamente indiferente ao índice de refração da solução. Isto permite que seja possível trabalhar diretamente com amostras em bruto e não purificadas.


VANTAGENS ao usar o BLI:

  • Maior throughtput: até 8 ensaios em paralelo em placa de 96 poços;

  • Maior tolerância ao pH, solvente e alterações na refração do meio;

  • Recuperacao total (> 99,9%) da amostra analisada;

  • Os sensores podem ser reutilizados várias vezes (o número de vezes dependendo do tipo de biossensor e da análise realizada - consulte o seu técnico e descubra as possibilidades);

  • Redução drástica do tempo de análise: Analisamos 96 Amostras em 24 Minutos (tempo de análise do Octet®RED384);

  • Redução de custo / amostra;

  • Custo anual de manutenção mais baixo do que o SPR;

  • Maior número de canais em paralelo, não em série ;

  • Possibilidades de medir tempos de dissociação mais longos, não é dependente de buffer nem existe desvio ;

  • Não necessita de um técnico especializado para se poder trabalhar com o equipamento. Qualquer utilizador consegue adquirir dados com alta qualidade ;

  • Automação de Processos ;

  • Menor variabilidade dos resultados obtidos à maior homogeneidade dos dados ;

  • Execução de análises cinéticas muito mais rápidas:

  • 9 minutos vs 60 minutos (KD baseado em 5 concentrações, 2 minutos de associação, 6min. Dissociação) ;

  • Desenvolvimento de ensaios muito mais rápidos ;

  • 1-2 horas (BLI) vs 1-3 dias (SPR) ;

  • Absolutamente compatível com "sticky proteins (no clogging);

  • 15 tipos de biossensores diferentes (vs 7 de SPR);

  • Fácil de usar: Basta um dia de formação e o técnico está pronto para usar o equipamento em pleno;

  • Não ha necessidade de desligar o equipamento, nem limpar, estando SEMPRE pronto para usar.

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Fonte: https://www.fortebio.com/ e comunicações pessoais com o Dr. Attila Aranyos (Diretor de Vendas da Pall Forté Bio EMEA)